sexta-feira, 30 de maio de 2014

Rasgo-me por inteiro,
Viro-me do avesso
Tentando não tomar manhas por manhãs,
Não me avessar por um verso,
Não enlouquecer por um pensamento.
Então, volto à direção, mas me vem você na contra mão e estremeço.
Três minutos e um sorriso.
Quatorze minutos...





Uma eternidade que me invade, me afasta da insanidade que faz querer me jogar no breu dos teus olhos, me afogar no molhado dos teus lábios enquanto luto para subir das profundezas destes devaneios, para fora dos sonhos, voltando a superfície da superficialidade da realidade.
Se com o coração na mão entrego-me a razão, espero ansiosamente pelo acaso que nos empurra em direção a uma incrível satisfação, aos sonhos, aos desejos...
Se me entrego às emoções, sinto-me em falta com o consciente, se não o faço, falto a mim mesmo. E neste momento, diante desta inquietante reflexão, me pego a questionar se vale à pena sonhar enquanto acordado, conscientemente, direcionando cada passo que dou, ou devo ser guiado pelo surpreendente dos sonhos do inconsciente.