sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Para sempre... Você.

Já não quero mais te falar de saudades... ela que me faz tão pequena, que tanto remete à submissão aos sentimentos, que tanto diz de impotência. Ela que te diz o quanto te pertenço, te fala da minha devoção a ti, que de tão raro tornou-se necessário à minha humanidade.
Hoje quero falar de paixão... quero te falar de sentimentos diferentes, que arrebata, que se não cuidar, nos mata aos poucos, levando-nos a sanidade.
Quero te dizer que você chegou transformando meu mundo, mudando meu rumo, me fazendo melhor. Melhor por você, melhor pra você!
Quero te contar tudo que sinto quando tenho você por perto, e quero que saibas tudo o que causas quando ausente...
O quanto penso na gente!
Em noites quentes...
Sussuros, segredos, pele... desejos!
Quero te falar de sentimento, de verdades, de lealdade... de coisas minhas que há tanto esquecidas reencontrei em você, reencontrei com você. Você, que quero levar pra toda a vida. Você! Que eu escolhi como ilha dos sonhos, meu porto seguro... Você! Eu te escolhi, ou você me escolheu?
Quero te contar tudo isso em canção, poesia, versinhos... de forma doce, que não assuste, de forma sutil, pra que não mude jamais o jeito de me olhar, de me abraçar...
Quero te dizer de uma forma bonita, serena, me deixa te escrever num poema e eu prometo te guardar em segredo. Espera! Não tenha medo... Não quero te prender, aprisionar... só quero te contemplar, sem pretensões, sem planejar.
Viver o agora, e quando não mais for possível, viver as recordações de uma paixão ardente... de dias quentes, de cheiros, de momentos em que me senti tua, ou me senti eu mesma por estar em você.



Primavera particuLar

Hoje, quando dei por mim, estava de volta.
Senti o aroma do chocolate e bateu saudade, então voltei...
Passei pela rua florida onde quando na primavera deixei mais que passos, fotografei na memória o cheio do teu beijo, aquele cheiro de dia gostoso, com cabelos gotejados pela chuva que embaça o vidro, a lente, e transforma o sorriso, e trás novos sorrisos.
Senti no calor desta primavera, entre as flores da estrada, o aconchego que um dia encontrei nos teus braços.
Me senti abraçada, fortemente, protegida, querida.
Então sorri.
Sorri aquele sorriso que só tinha contigo, verdadeiro, espontâneo, o meu sorriso...
Hoje, quando dei por mim estava aqui, perdida em recordações, lembranças de um “bom dia”, dias felizes, saborosos, inesquecíveis.
Quando me olhei, estava ali, refazendo nossos passos, inconscientemente observando cada pedaço dessa história que ficou registrado em todos os cantos da cidade, então eu sorri.
Ouvi mentalmente uma canção que você estragou cantarolando em meu ouvido tão docemente. Foi mesmo só mentalmente? Estou quase convencida de que ele estava mesmo tocando.

Sorri, mas dessa vez, foi um riso torto, daqueles de saudade. Da saudade que me invade sempre que lembro que você foi embora, e que aqui só restou saudade.
Saudade é a falta que fazem palavras simples de pessoas especiais... É o silêncio deixado pela ausência das risadas... a escuridão causada pela inexistência do brilho do olhar

Há muito... uma vez... Pela última vEz!




Uma vez eu fui criança, amei a todos que pensei me amar. Uma vez!
Uma vez eu fui sincera, acreditei em todos em quem eu pensei que poderia acreditar. Uma vez! 
Uma vez eu pensei que família era a base de tudo, que eram eles que me levantariam em qualquer momento. Pensei, eu, uma vez, que com eles estaria protegida do mundo, mas logo percebi que o mundo é feito “deles”. 
Então, percebi que não importa o quanto a gente se dê, o quanto nos esforcemos para sermos bons, o quanto consigamos isso. Jamais será suficiente! 
Então eu avistei uma igrejinha, e lá me escondi. Lá dentro, ouvindo belas palavras que deveriam ser reconfortantes, me senti só, e percebi que o padre não sabe nada sobre o mundo... ou será que eu não sei nada sobre igrejas? 
Uma vez tentei dar uma segunda chance para esse mundo, e mais uma vez tentei dar uma nova chance para as famílias, mas notei que uma vez em contato com a verdade, não é possível voltar atrás, pensar que vai ser diferente, acreditar no que um dia não foi... 
Uma vez eu notei que quando a gente erra ensina ao mundo que podemos errar outra vez mais, que quando a gente mente uma vez e não é descoberto é porque aprendeu a mentir muito bem. Uma vez eu aprendi que não devo acreditar no mundo e para deixar de acreditar, só precisei de uma vez!

Li.Berdade

Quando esta porta fechar, não pense que a abrirei mais uma vez. Não espere pelo meu sorriso enquanto meus olhos molhados te dizem: estou aqui, estou contigo, como sempre foi.
Quando esta porta fechar e você não puder vir minhas costas enquanto vou embora, te esquecendo, deixando no passado tudo que hoje marca uma história de cumplicidade, não me questione, não grite meu nome, pois não irei mais te salvar do vazio e do abandono que você mesmo escolheu. 
Quando esta fresta fechar, esta que ainda deixa escapar um pouco de luz que irradia de uma amizade bonita, de momentos coloridos, de cheiros e sabores únicos, não culpe o mundo por não te entender, afinal, não é disso que você precisa, pois eu sempre compreendi mais do que queria, e isso realmente não importou. 
Assim que este clarão acabar, quando esta porta fechar, não me julgue, não me adjetive, não me critique por ter ido. Eu, logo eu que sempre estive aqui, contigo, que fui mais, bem mais que um ombro amigo, não vejo mais razão de continuar segurando a tua mão se você perdeu o medo e se arriscou seguindo caminhos errados, mesmo sabendo do perigo. Por favor, não me peça pra te seguir. 
Quando esta porta fechar não adianta voltar, pois meu caminho também é longo e não vou esperar, mesmo que voltes, não estarei mais no mesmo lugar. 
Quando esta porta fechar não me culpe por você não ouvir o que eu te disse até aqui.

Sobre a sauDade


Ela tem gosto de brigadeiro e cheiro de sorvete de creme...
Pensando nela, acabei sorrindo, tentando entendê-la, simpatizei:
Maltrata, mas pensando bem, a saudade faz bem.
Quanta falta faz um dia de chuva? Quanta saudade deixa o aroma de café, quanto te faz bem pensar num cafuné?! 
E aquele versinho que você criou quando na adolescência se apaixonou por um belo sorriso de garoto? O que te faz sentir? O que te faz recordar? 
Aquele sorriso, sem dúvida, é o mais lindo agora, não é mesmo? 
Você sentiu saudade, não sentiu?! 
Você provou novamente de sentimentos puros, ingênuos, gostosos... e sentiu saudade. 
Saudade às vezes machuca, mas existe pra gente recordar tudo o que foi bom, tudo o que marcou, a vida que a gente acabou deixando pra trás, mas que faz da gente o que somos hoje. 
Sinto saudade, muita saudade, saudade de bons momentos que revivo com o cheiro de terra molhada, com o sabor da pipoca quentinha, o cheiro do café coando... saudades de momentos simples mas tornados mágicos por quem ficou marcado nas melhores páginas da minha vida.