quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A divindade da felicidade

Eu sempre me vi em um mundo comum, que embora possuísse maravilhas divinas, de tão devastado pela maldade humana tornara-se comum. O Sol nasce, o sol se põe... Os pássaros cantam, alimentam-se e dormem... As nuvens movimentam-se... As sementes viram plantas, dão frutos e morrem... O homem trabalha, sobrevive, procria... As crianças brincam... A chuva cai e molha o chão. Um mundo comum.
Uma tarde quente de inverno, o vento sopra resfriando o dia... Em uma madrugada de inverno, enquanto o sol prepara-se para acordar os pássaros que cantam e nos encanta com sua melodia, a magia do amor de Deus nos surpreende. Surpreende de uma forma tão simples e bela que toca profundamente o coração, chegando a ser sentido na alma que agora se transforma.
E o sol não brilha mais... Ele inaugura um espetáculo que encanta com sua magia. Os pássaros não cantam mais... Participam da trilha sonora do mais lindo romance. As nuvens não se movem no céu... Elas bailam no grande cenário que nos mostra a existência do infinito. As sementes não completam um ciclo... Elas trazem consigo a prova de um milagre...
Eis que o amor surge para transformar efêmeros momentos felizes em eternidades... Eternidades que surgem no exato momento em que um sorriso transforma-se em gargalhada. Felicidade trazida pelo sorvete do fim de tarde. Felicidade que converte o cotidiano em histórias do final do dia.

E o fim de dia jamais será o mesmo. Depois de aberta a janela às possibilidades de viver intensamente uma vida nova, repleta de sabores e sensações, difícil seria contentar-se em ver as coisas acontecendo dia após dia, de forma sempre igual, sem a magia encontrada nesse estranho sentimento, o amor. 

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