Eu sempre me vi em um mundo comum, que embora
possuísse maravilhas divinas, de tão devastado pela maldade humana tornara-se
comum. O Sol nasce, o sol se põe... Os pássaros cantam, alimentam-se e
dormem... As nuvens movimentam-se... As sementes viram plantas, dão frutos e
morrem... O homem trabalha, sobrevive, procria... As crianças brincam... A
chuva cai e molha o chão. Um mundo comum.
Uma tarde quente de inverno, o vento sopra
resfriando o dia... Em uma madrugada de inverno, enquanto o sol prepara-se para
acordar os pássaros que cantam e nos encanta com sua melodia, a magia do amor
de Deus nos surpreende. Surpreende de uma forma tão simples e bela que toca
profundamente o coração, chegando a ser sentido na alma que agora se transforma.
E o sol não brilha mais... Ele inaugura um
espetáculo que encanta com sua magia. Os pássaros não cantam mais... Participam
da trilha sonora do mais lindo romance. As nuvens não se movem no céu... Elas
bailam no grande cenário que nos mostra a existência do infinito. As sementes
não completam um ciclo... Elas trazem consigo a prova de um milagre...
Eis que o amor surge para transformar efêmeros
momentos felizes em eternidades... Eternidades que surgem no exato momento em
que um sorriso transforma-se em gargalhada. Felicidade trazida pelo sorvete do
fim de tarde. Felicidade que converte o cotidiano em histórias do final do dia.
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