quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Sobre a vida


Não sei se o mundo, ou se sou eu...
Noites mais frias, quietas... Silêncio ao redor. Mas parece que uma multidão mexe em tudo, agita, bagunça, revira aqui dentro. E eu me pergunto: Existe resposta para cada pergunta? 
Sempre em meio as tempestades de emoções surgem novas indagações que me tiram da órbita normal, me fazendo buscar respostas que satisfaçam minhas inquietudes. Aí me pergunto: Estou eu fazendo a pergunta certa? Estaria eu questionando de forma coerente? Ou será loucura questionar sobre o real e a imagem que temos da realidade?
Então, percebo que caí numa armadilha da vida: questionar sobre essa, é caminhar por um caminho perigoso e, muitas vezes, frustrado; querer saber sobre as verdades e desmistificar os mitos que as rondam pode ser deprimente, quando não sabemos de onde viemos nem para onde vamos quando a vida se finda.
Mas, voltando à questão do real e da ideia que temos sobre ele... E se nada for real? E se todas as nossas verdades não passarem de idéias nas quais buscamos fundamentos que justifiquem certas atitudes, vezes egoístas, vezes insanas? Se, no final da vida, a única coisa que tivermos feito for ter perdido uma vida inteira buscando respostas que não existem e justificando atitudes que tomamos – ou não? E se no fundo, passarmos uma vida inteira vagando em pensamentos que nos impedem de sermos felizes?
Falando nisso, a felicidade é outra coisa que me tira o sossego: o que é, pois, a felicidade? Acordamos todos os dias, fazemos muitas vezes – na maioria das vezes – coisas das quais não gostamos para tentarmos sermos felizes e não percebemos que é justamente essa busca constante pela felicidade que nos torna insatisfeitos, amargurados, deprimidos e que nos impede de desfrutar dos momentos que a vida tem a nos oferecer. Uma vez, não há muito tempo, ouvi um sábio dizer que as pessoas buscam a felicidade como se fosse um produto barato, e que essa busca incessante pela felicidade, como se ela fosse um produto acessível, quando na verdade ela é passageira, torna a sociedade infantil (Pondé).
E se a felicidade não estiver naquilo que a sociedade acredita ser o “potinho de ouro”? Eu sinceramente acredito que as pessoas procuram demais, criam demais, exploram demais algo que elas acreditam que é, mas que na verdade não é a felicidade. As pessoas idealizam e investem nessa idealização e, ao final de tudo isso, desfrutam de um sentimento de falsa superioridade confundido com felicidade para depois, talvez, aproveitar o amargor de uma vida frustrada e vazia, tendo que conviver, todos os dias do resto da vida, cara a cara com a solidão de quem viveu uma vida inteira de forma errada.

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