Uma vez me perguntaram em que eu acreditava, e essa pergunta ficou impregnada na minha mente... Refleti bastante durante a manhã do dia seguinte e cheguei a uma conclusão:
Eu acredito que a humanidade deveria aprender a ser mais humana. Que o ser humano deveria deixar de ser uma máquina movida que tem como característica coletiva o individualismo, que aniquila a essência humana. Esses seres deveriam aprender a rir, a chorar, cair e não pedir a mão, mas sim aceitá-la como apoio para se levantar. Lamentavelmente, para que isso ocorra, as pessoas precisam aprender a se permitir pintar a cara tornando-se palhaços para causar algumas gargalhadas; a dar um ombro e os ouvidos ao sentir que o outro chora e, principalmente, aprender a dar a mão sem que esta precise ser pedida quando nossos irmãos acabam tropeçando na caminhada.
E o que eu vejo? Isso é o que mais dói...
Os dias passam e a família - alicerce da existência do ser humano - é esquecida graças às atividades cotidianas postas em primeiro plano enquanto as estruturas do ser são soterradas por essa humanidade. Nossa existência se finda sem que conheçamos nossos irmãos e no momento em que nossa vida é abreviada dissipamos deles a chance de nos conhecer.
Será que conhecemos a nós mesmo? Nossos limites e capacidades de superação? Ou buscamos quebrar os muros que nos separam do dom de ser humano - digo dom pela raridade de encontrar um ser com essência humana - ou esses questionamentos ficarão limitados às paredes dos nossos túmulos sem que ninguém -inclusive nós mesmos - saiba que dentro desse ser irracional ainda exala, mesmo que de forma mínima, a essência de um ser humano.
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